terça-feira, 9 de novembro de 2010

Material de filosofia - Locke


John Locke (1632-1704) é, entre os contratualistas, aquele que representa o pensamento liberalista econômico. Para Locke, os indivíduos se organizam em sociedade civil para garantirem o direito natural à propriedade privada, fundamentado no direito natural que cada indivíduo tem sobre sua própria vida.
O indivíduo nasce livre e tem por direito constituir um patrimônio particular, para o seu próprio desfrute e também o de sua família. Locke baseia essa ideia na concepção de concessão divina: Deus criou o mundo e o homem por meio do trabalho divino.
Dessa forma, como o homem foi concebido à imagem e semelhança de Deus, é o trabalho que lhe dá a garantia de sua vida, de sua liberdade e, portanto, ele tem o direito de criar o seu próprio mundo, que será representado pelo mundo do trabalho para o homem burguês. Assim, é direito natural do homem constituir a propriedade privada por meio do trabalho.
Para Locke, a sociedade se organiza para garantir a todos o direito de propriedade privada, que será representada e defendida pelo Estado, e a individualidade existe para constituir a propriedade privada. Para o homem burguês, Locke oferece a base teórica que falta para se consolidarem novos valores frente aos valores da realeza e da aristocracia. O liberalismo de Locke é uma espécie de doutrina oficial do capitalismo.
Para tal escola de pensamento os homens são seres de razão e bom senso, conhecendo naturalmente os limites de seus diretos, a sociedade viveria bem sem o Estado, o qual surge para que a vida da sociedade seja melhor, visto que o direito natural será respeitado ao se tornar direito positivo. Como podemos perceber, a ideia contratualista em Locke aparece como um acordo entre os homens para se garantir o direito à propriedade privada, pois quando pensamos em um suposto estado de guerra pensamos principalmente no roubo e nas violências dele decorrentes.

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