quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Material de Filosofia

Jean-Jacques Rousseau (1712-1778) tem uma ideia oposta à de Hobbes a respeito da natureza humana. Para Rousseau, a natureza do homem é boa e não perversa. Ele considera que o homem nasce bom e que, antes de existir a sociedade civil, os indivíduos viviam livres nas florestas e sobreviviam daquilo que a natureza lhes oferecia. Diferentemente de Hobbes, os homens só entrariam em conflito depois de se instituir o estado civil. O estado de natureza (os homens entregues a sua própria natureza) é o estado de paz; o estado civil por ser marcado pela desigualdade e pela competição entre os indivíduos é o verdadeiro estado de guerra. A sociedade como o espaço da guerra de todos contra todos se explica pelo estabelecimento da propriedade privada. Quer dizer, o primeiro “maldoso”, ou ladrão, seria aquele que teria cercado um terreno e bradado aos outros: “Isso é meu!”

Quando uns tem e outros não tem, quando existem ricos e pobres. Esta estabelecido o primado da injustiça e da infelicidade: o pobres terão de conviver com o sofrimento da falta; os ricos com o medo da falta de segurança. Para Rousseua o objetivo da política é o de estabelecer uma forma de associação entre os homens que promova a igualdade, condição para a liberdade de todos. Tal regime será denominado democrático.

A democracia só existe para Rousseau sxó existe verdadeiramente quando consegue aplacar a guerra de todos contra todos que existe na sociedade fora do estado de natureza.


terça-feira, 9 de novembro de 2010

Material de filosofia - Locke


John Locke (1632-1704) é, entre os contratualistas, aquele que representa o pensamento liberalista econômico. Para Locke, os indivíduos se organizam em sociedade civil para garantirem o direito natural à propriedade privada, fundamentado no direito natural que cada indivíduo tem sobre sua própria vida.
O indivíduo nasce livre e tem por direito constituir um patrimônio particular, para o seu próprio desfrute e também o de sua família. Locke baseia essa ideia na concepção de concessão divina: Deus criou o mundo e o homem por meio do trabalho divino.
Dessa forma, como o homem foi concebido à imagem e semelhança de Deus, é o trabalho que lhe dá a garantia de sua vida, de sua liberdade e, portanto, ele tem o direito de criar o seu próprio mundo, que será representado pelo mundo do trabalho para o homem burguês. Assim, é direito natural do homem constituir a propriedade privada por meio do trabalho.
Para Locke, a sociedade se organiza para garantir a todos o direito de propriedade privada, que será representada e defendida pelo Estado, e a individualidade existe para constituir a propriedade privada. Para o homem burguês, Locke oferece a base teórica que falta para se consolidarem novos valores frente aos valores da realeza e da aristocracia. O liberalismo de Locke é uma espécie de doutrina oficial do capitalismo.
Para tal escola de pensamento os homens são seres de razão e bom senso, conhecendo naturalmente os limites de seus diretos, a sociedade viveria bem sem o Estado, o qual surge para que a vida da sociedade seja melhor, visto que o direito natural será respeitado ao se tornar direito positivo. Como podemos perceber, a ideia contratualista em Locke aparece como um acordo entre os homens para se garantir o direito à propriedade privada, pois quando pensamos em um suposto estado de guerra pensamos principalmente no roubo e nas violências dele decorrentes.

Material de Filosofia Hobbes


Para Thomas Hobbes (1588-1670), um dos pensadores contratualistas, a sociedade civil se organiza por meio do Estado para a segurança dos indivíduos. Isso porque Hobbes considera o homem agressivo e belicoso por natureza e, caso não existisse o Estado, os indivíduos não seguiriam nem leis nem ordens morais, mas seguiriam seus instintos, que querem ser saciados a qualquer preço.
É dessa afirmação que vem a ideia de que o homem é mau e egoísta por natureza, como na famosa frase “O homem é o lobo do homem”. É importante salientarmos que Hobbes não está descrevendo um estado primitivo da humanidade ou o homem antes de qualquer tipo de organização social. O que ele está fazendo é um exercício de abstração ao imaginar como o homem seria caso não existissem as obrigações impostas pela sociedade: o homem seria individualista ao extremo e cada indivíduo seria escravo de suas vontades em nome da satisfação pessoal. A sociedade seria o caos, o qual deve ser impedido pela mão forte do Estado.